- Introdução
- O escopo da avaliação ambiental
- Identificar onde a empresa interage com a natureza
- Avaliar: Identificar os impactos ambientais reais e potenciais
- Priorizar os impactos ambientais mais significativos
- Documentação da avaliação e preparo dos outputs esperados
- Revisão periódica e melhoria contínua
- Recursos relacionados
Introdução
Compreender os impactos ambientais de uma empresa é um passo fundamental para geri-los de forma responsável. De acordo com o requisito GAC 1.7, do Tópico de Impacto de Gestão Ambiental e Circularidade dos Padrões do B Lab, as empresas devem identificar e avaliar os seus impactos ambientais reais e potenciais mais significativos, tanto nas operações diretas como ao longo da sua cadeia de valor.
No contexto do GAC 1.7, os impactos ambientais são os efeitos, positivos ou negativos, que as atividades da empresa exercem sobre o meio ambiente. Embora ambos possam ser considerados, a avaliação concentra-se principalmente na identificação e compreensão dos impactos negativos mais relevantes.
Essa análise permite compreender onde e como as atividades da empresa interagem com a natureza, considerando aspectos como clima, água, biodiversidade, uso da terra e de recursos naturais, além de diferentes formas de poluição ambiental. A partir dessa compreensão, a empresa pode identificar e priorizar os impactos que exigem maior atenção. O objetivo é construir uma visão clara, estruturada e bem documentada dos impactos mais relevantes, capaz de orientar a estratégia, a tomada de decisão e a melhoria contínua.
Este guia apresenta uma abordagem prática para realizar essa avaliação e avançar no cumprimento do requisito GAC 1.7 dos Padrões do B Lab. O requisito aplica-se a empresas de médio, grande, extragrande e extra-extragrande porte, de todos os setores, com exceção das empresas de serviços com pegada mínima. Dessa forma, o guia é direcionado principalmente a organizações cujas operações ou cadeias de valor possam gerar impactos ambientais significativos.
Para avaliar os impactos ambientais da empresa, o B Lab recomenda seguir uma abordagem baseada nas duas primeiras fases da metodologia LEAP da TNFD. A abordagem LEAP da TNFD abrange mais aspectos do que os exigidos pelo B Lab: avalia também as dependências, riscos e oportunidades relacionados com a natureza, o que pode ser valioso,especialmente nos casos em que uma análise semelhante é exigida por lei. No entanto, os padrões do B Lab estão centrados especificamente na gestão do impacto. Por consequência, os padrões do B Lab fazem referência a uma versão adaptada da abordagem LEAP da TNFD.
O escopo da avaliação ambiental
O requisito GAC 1.7 estabelece que a avaliação deve abranger tanto as operações diretas quanto a cadeia de valor da empresa. Esse escopo é definido pelo próprio requisito e tem como objetivo garantir uma análise abrangente, evitando que impactos ambientais significativos sejam excluídos e permitindo identificar onde se concentram os principais riscos e impactos ambientais associados às atividades da empresa..
O escopo deve incluir:
Operações diretas, por exemplo:
● escritórios
● instalações de produção
● centros logísticos
● lojas ou pontos de venda
Atividades relacionadas da cadeia de valor (dependendo do contexto):
● matérias-primas
● processos de fabricação
● transporte e logística
● fornecedores-chave
Atividades posteriores na cadeia de valor,nas quais exista uma relação clara de causa e efeito entre o produto ou serviço oferecido pela empresa e o impacto ambiental gerado, e para as quais seja razoável esperar que a empresa compreenda e gerencie esse impacto. Para uma empresa de manufatura, por exemplo, isso pode incluir impactos associados ao uso do produto ou ao seu fim de vida. Já para empresas dos setores de construção ou turismo, os impactos a jusante relevantes podem ocorrer durante a prestação do serviço ou estar diretamente associados à experiência e às atividades dos clientes.
Identificar onde a empresa interage com a natureza
Mapeamento da cadeia de valor
Mapeie as operações e a cadeia de valor da empresa, incluindo seus produtos ou serviços nas etapas posteriores da cadeia de valor, considerando sua relação com os ecossistemas nos quais estão inseridos.No âmbito do requisito GAC 1.5, a empresa já deve ter mapeado a localização geográfica de suas instalações e identificado se elas estão situadas em áreas ecologicamente sensíveis. Para complementar essa análise, nesta etapa a empresa deve ampliar o olhar para sua cadeia de valor, na medida do possível, identificando se suas atividades também estão localizadas ou relacionadas a áreas ecologicamente sensíveis.A proximidade com essas áreas, assim como possíveis alterações no estado da biodiversidade, pode aumentar tanto a gravidade quanto a probabilidade de ocorrência de um impacto ambiental.
Quer saber mais sobre como avaliar áreas ecologicamente sensíveis? Consulte o artigo: GAC 1.5: Como avaliar os impactos das suas instalações na biodiversidade.
Ao mapear a sua cadeia de valor neste escopo, a empresa pode considerar:
● As etapas da cadeia de valor nas quais é mais provável que se concentrem os impactos ambientais potenciais mais significativos;
● As regiões geográficas onde a empresa opera ou mantém atividades relevantes em sua cadeia de valor;
● As atividades, produtos ou serviços com maior potencial de gerar interações relevantes com o meio ambiente;
● Quaisquer relações diretas entre os produtos ou serviços da empresa e impactos ambientais específicos.
A profundidade do mapeamento deve ser proporcional ao porte, ao setor de atuação e à complexidade da empresa, podendo ser ampliada progressivamente à medida que novas informações e dados se tornem disponíveis.
Resultado esperado desta etapa
No final desta fase, a empresa deverá ter:
● Um escopo documentado para a avaliação
● Uma visão geral da sua cadeia de valor
● Atividades potenciais em áreas ecologicamente sensíveis
● Uma identificação preliminar dos locais onde os impactos mais relevantes podem ocorrer.
Isto servirá de base para identificar e priorizar os impactos ambientais nas etapas seguintes.
Avaliar: Identificar os impactos ambientais reais e potenciais
O passo seguinte consiste em identificar os impactos ambientais reais e potenciais associados às operações da empresa e às atividades mais relevantes na sua cadeia de valor.
O objetivo desta fase é compreender de que forma as atividades da empresa podem gerar efeitos ambientais negativos e em que pontos da cadeia de valor é mais provável que esses impactos ocorram.
Analisar os impactos ao longo da Cadeia de valor
Para ajudar a compreender como as operações e a cadeia de valor da empresa podem interagir com os ecossistemas, quais os recursos naturais utilizados e como estes são explorados, recomenda-se que as empresas sigam os seguintes passos:
Identificar as pressões ambientais: Em primeiro lugar, identificar as pressões resultantes das atividades da empresa. Se trata de quantidades mensuráveis de recursos naturais utilizados como inputs (por exemplo, água, terra) ou saídas quantificáveis (por exemplo, emissões ou resíduos) que afetam a natureza.
Analisar as alterações nos ativos ambientais: Em seguida, as empresas podem analisar como essas pressões provocam alterações nos ativos ambientais, ou seja, nos componentes vivos e não vivos da natureza, como recursos de água doce, ecossistemas, minerais e sistemas atmosféricos.Por exemplo, uma empresa de torrefação de cafés especiais que se abastece em regiões com escassez hídrica pode contribuir para a redução do fluxo dos rios e para a perda de vegetação ribeirinha. Da mesma forma, uma marca de moda cujos processos de tingimento têxtil geram o descarte de produtos químicos pode comprometer a qualidade da água e afetar os ecossistemas aquáticos.Nesta etapa, também é importante considerar os principais fatores diretos associados à perda de biodiversidade:
● Mudança no uso da terra/mar (perda de habitat),
● Exploração direta de organismos,
● Alterações climáticas,
● Poluição,
● Espécies invasoras.
Para cada fase incluída no escopo da avaliação, a empresa pode considerar as seguintes questões:
● Que atividades ocorrem nesta fase?
● Como é que estas atividades interagem com o ambiente local?
○ Um dos pontos-chave aqui é avaliar quaisquer matérias-primas de alto risco: existem matérias-primas específicas associadas a impactos ambientais, como a desflorestação, o consumo excessivo de água ou a poluição tóxica?
● Que impactos ambientais poderiam ser gerados, tanto diretos como indiretos?
Esta análise deve considerar tanto os impactos reais, que já estão ocorrendo, quanto os impactos potenciais, que podem vir a ocorrer sob determinadas condições.
Fontes de informação
As fontes utilizadas para identificar os impactos variam conforme a empresa. Ferramentas de materialidade ao nível do setor ou bases de dados da indústria podem constituir um ponto de partida suficiente para algumas empresas. Para outras, especialmente quando os impactos na Cadeia de suprimentos são significativos,poderá ser necessário o envolvimento direto com os fornecedores ou a coleta de dados. É imprescindível que a empresa envolva as partes interessadas neste processo.
Fases da avaliação
As empresas podem abordar a avaliação da cadeia de valor por fases:
● Começar com uma triagem de alto nível e, em seguida, investigar em profundidade um pequeno número de questões altamente materiais,recorrendo a ferramentas publicamente disponíveis ou a orientações de materialidade específicas do setor para outros impactos
● Revisar e atualizar a avaliação pelo menos a cada 36 meses, aprofundando a análise ao longo do tempo.
Incluir o Bem-estar animal, quando relevante
Quando as atividades de uma empresa envolvem a utilização de animais, a produção de insumos de origem animal ou potenciais impactos sobre espécies, o bem-estar animal deve ser considerado como parte da avaliação ambiental.
Isto pode aplicar-se, por exemplo, quando:
● Os animais forem utilizados em processos de produção
● São adquiridas matérias-primas de origem animal
● Existem informações limitadas sobre as condições de bem-estar animal na cadeia de valor
Nos casos em que a empresa não disponha de informações suficientes sobre as condições de bem-estar animal em suas operações ou ao longo de sua cadeia de valor, considerando as cinco Liberdades do bem-estar Animal, esse tema deve ser tratado como um impacto material.
Utilizar informação interna e externa
A avaliação deve ser baseada em investigação interna e externa, bem como no envolvimento com as partes interessadas. A investigação interna e externa pode abranger fontes de informação, tais como:
● Dados internos da empresa (energia, água, resíduos, emissões)
● Informações dos fornecedores
● Ferramentas específicas do setor ou científicas
● Estudos existentes
Não se espera que as empresas disponham de informação perfeita desde o início. No entanto, espera-se que utilizem a melhor informação disponível e documentem as fontes utilizadas para fundamentar a identificação dos impactos.
Recursos-chave:
● A ferramenta ENCORE e a Ferramenta de Avaliação de Materialidade da SBTN fornecem classificações de materialidade para fatores determinantes diretos associados a diferentes atividades padronizadas.
● Abordagem LEAP da TNFD para mais detalhes e exemplos.
● Ferramenta Nature Compass — disponibiliza mais de 70 ferramentas para apoiar a avaliação de impactos relacionados com a natureza.
Resultado esperado desta fase
No final desta etapa, a empresa deverá ter:
● Uma lista de impactos ambientais negativos reais e potenciais
● Uma identificação das atividades ou fases da cadeia de valor onde esses impactos ocorrem
● Uma base clara para priorizar os impactos mais significativos na etapa seguinte
Priorizar os impactos ambientais mais significativos
Nem todos os impactos ambientais têm o mesmo nível de relevância. Por este motivo, a norma está centrada na identificação daqueles que são mais significativos com base na gravidade e na probabilidade.
Uma vez identificados os impactos ambientais reais e potenciais, o passo seguinte consiste em determinar quais são os mais significativos e exigem atenção prioritária por parte da empresa.
A empresa pode utilizar ferramentas simples, tais como matrizes de priorização, ou uma análise qualitativa documentada, desde que o raciocínio utilizado seja claro e consistente.
A importância de um impacto negativo real é determinada pela gravidade do impacto. A importância de um impacto negativo potencial é determinada pela gravidade e pela probabilidade do impacto.
Note que a mudança climática constitui um impacto material para todas as empresas. Este tema é abordado em detalhe no tema de impacto de «Ação Climática».
Avaliar a gravidade do impacto
A gravidade refere-se ao nível de dano que um impacto pode causar. Para avaliar a gravidade, a empresa pode considerar:
● Escala — quão grave é o impacto?
● Escopo — qual é a extensão do impacto?
● Facilidade de remediação — quão difícil é a restauração?
Os impactos que resultam em danos graves, duradouros ou difíceis de reverter são normalmente considerados de maior gravidade.
Avaliação da probabilidade de ocorrência
No que diz respeito aos impactos potenciais, é importante analisar a probabilidade de um impacto ocorrer. Tal pode incluir a consideração das seguintes categorias:
● Elevada = contínua
● Médio = regular (várias vezes por ano a várias vezes por mês)
● Baixa = ocasional (por exemplo, apenas durante uma fase específica do projeto)
Ao avaliar a probabilidade de ocorrência de um impacto, a empresa pode adotar uma abordagem qualitativa ou quantitativa, de acordo com seu contexto e com os dados disponíveis. A probabilidade pode ser expressa por meio de categorias descritivas, como “provável” ou “muito provável”, ou de forma quantitativa, utilizando percentuais (por exemplo, 10%) ou frequências (por exemplo, uma ocorrência a cada três anos).
De modo geral, impactos com maior probabilidade de ocorrência devem receber maior atenção. Por exemplo, um impacto associado a uma atividade diária ou contínua tende a apresentar uma probabilidade maior do que aquele relacionado a eventos esporádicos ou pouco frequentes.
No entanto, a gravidade deve prevalecer sobre a probabilidade na priorização. Isso significa que impactos de alta gravidade devem continuar sendo considerados prioritários, mesmo quando sua probabilidade de ocorrência for baixa.
Documentar a priorização
Espera-se que a empresa documente:
● Os impactos que foram identificados
● Os impactos considerados mais significativos
● Os critérios utilizados para priorizá-los
Esta documentação ajudará a justificar por que determinados impactos são priorizados no âmbito da gestão ambiental e servirá de base para a definição de ações, objetivos e planos de melhoria.
Exemplo ilustrativo de uma matriz de priorização de impactos
As empresas podem utilizar diferentes abordagens para priorizar os impactos. Não existe uma metodologia única obrigatória. O que importa é que o processo seja razoável, documentado e permita à empresa justificar por que razão determinados impactos são considerados mais significativos do que outros.
Muitas organizações utilizam matrizes de gravidade-probabilidade como uma ferramenta prática para apoiar esta priorização. Apresenta-se abaixo um exemplo ilustrativo.
Matriz de priorização de impactos ambientais (exemplo)
Esta matriz oferece uma forma simples de visualizar quais os impactos que requerem maior atenção. Em geral, os impactos que combinam elevada gravidade e elevada probabilidade tendem a ser os mais significativos.
Adaptação da metodologia ao contexto[1]
As empresas podem adaptar a abordagem de priorização ao seu tamanho, setor e complexidade. O mais importante é que a metodologia seja coerente, proporcional, documentada e explique claramente por que razão determinados impactos são considerados prioritários.
Resultado esperado
No final desta fase, a empresa deverá dispor de:
● uma lista de impactos ambientais priorizados
● uma explicação clara dos critérios utilizados
● uma base para definir ações, objetivos e estratégias ambientais
Estes impactos priorizados constituem o foco principal da gestão ambiental da empresa, de acordo com os Requisitos subsequentes do Tópico de impacto «Gestão Ambiental e Circularidade».
Documentação da avaliação e preparo dos outputs esperados
As seções anteriores apresentaram as etapas para definir o escopo da avaliação, identificar os impactos ambientais e priorizar aqueles considerados mais significativos. Esta seção reúne esses elementos de forma prática e apresenta como a avaliação deve ser documentada para demonstrar que o processo adotado foi razoável, consistente e alinhado ao requisito GAC 1.7.
O objetivo não é exigir um modelo específico nem gerar duplicidade de informações, mas garantir que a análise realizada esteja claramente documentada e possa ser compreendida por pessoas externas à organização. A documentação deve permitir identificar com clareza o que foi avaliado, como a avaliação foi realizada e por que determinados impactos foram considerados significativos e priorizados..
Elementos que devem ser documentados
De forma proporcional ao tamanho, ao setor e à complexidade da empresa, a avaliação documentada deve incluir:
1. Visão geral da Cadeia de valor
Uma descrição simples (visual ou escrita) das principais etapas da cadeia de valor incluídas na análise, indicando onde foram identificados os impactos relevantes.
2. Identificação dos impactos ambientais
Um registo dos impactos ambientais identificados, indicando:
● Uma visão geral do processo de avaliação dos impactos reais e potenciais
● As atividades, processos ou etapas da cadeia de valor em que ocorrem
● Se trata de impactos atuais ou potenciais.
3. Impactos priorizados
Uma lista dos impactos considerados mais significativos, incluindo:
● O tipo de impacto,
● O local onde ocorre,
● O processo e os critérios de priorização (por exemplo, gravidade e probabilidade) devem ser documentados.
4. Matérias-primas ou produtos de elevado impacto
Sempre que relevante, a empresa deve identificar as matérias-primas ou produtos que adquire e que estão associados a impactos ambientais graves.
5. Justificativa de quando determinadas questões não são consideradas prioritárias
Caso a água, a biodiversidade e os resíduos não tenham sido considerados temas materiais, a empresa registra uma explicação por escrito que justifique essa decisão. A explicação por escrito:
● Deve incluir evidências científicas confiáveis e relevantes;
● Deve ser aprovada pelo mais alto órgão de governança ou pela equipe executiva da empresa.
Em conjunto, estes elementos devem resultar numa avaliação documentada que explique claramente:
● O que foi avaliado
● Como foi avaliado
● Quais são os impactos mais significativos
● Por que razão foram priorizados
Esta documentação constitui a base para definir ações de melhoria, estabelecer objetivos, gerir os impactos ambientais e demonstrar a conformidade com o requisito GAC 1.7.
Considere as informações relevantes da ferramenta de risco (quando aplicável)
Quando a empresa tiver identificado «impactos potenciais» através da Ferramenta de Risco do B Lab (FR3.1), espera-se que esses riscos sejam considerados na avaliação do impacto ambiental.
«Considerar» significa:
● Analisar de que forma o risco identificado se relaciona com as operações ou a Cadeia de valor da empresa, e
● Determinar se deve ser priorizado na avaliação dos impactos mais significativos.
Não é esperado que todos os riscos identificados se tornem automaticamente impactos materiais. No entanto, a empresa deve documentar como esses riscos foram analisados e quais as decisões tomadas em relação aos mesmos.
Revisão periódica e melhoria contínua
A avaliação do impacto ambiental não é um exercício pontual. Espera-se que as empresas a revejam e reforcem periodicamente, para garantir que continua a refletir com precisão as suas operações, a cadeia de valor e as alterações no contexto ambiental.
Os requisitos GAC 1.7 estipulam que a avaliação deve ter sido concluída ou atualizada nos últimos 36 meses. Muitas empresas optam por revê-la com maior frequência quando ocorrem alterações relevantes, por exemplo:
● Alterações nas operações ou na cadeia de valor,
● Introdução de novos produtos, mercados ou fornecedores,
● Mudanças no contexto ambiental ou regulamentar,
● Disponibilidade de novas informações ou dados melhorados.
À medida que a empresa reforça as suas práticas de gestão ambiental, espera-se também que a avaliação evolua. Isto pode incluir:
● Melhorar a qualidade dos dados utilizados,
● A ampliação do escopo da análise,
● Aprofundamento da avaliação dos impactos mais significativos,
● Incorporação de novas fontes de informação ou ferramentas analíticas,
● Reforço do envolvimento com as partes interessadas relevantes.
Muitas organizações adotam uma abordagem faseada: começam com uma avaliação de alto nível e, ao longo do tempo, aprofundam a sua análise dos impactos prioritários e das áreas onde o risco ou a magnitude do impacto são maiores.
Manter a avaliação atualizada permite à empresa:
● Tomar decisões mais informadas,
● Antecipar riscos ambientais,
● Orientar ações de melhoria e
● Demonstrar uma abordagem sistemática à gestão ambiental no âmbito da estrutura dos Padrões da B Lab.
Recursos relacionados
Para aprofundar este tema, os seguintes recursos poderão ser úteis:
● Visão geral do tema «Gestão Ambiental Responsável e Circularidade»
Disponível em vários idiomas.
● Exemplos de evidências para o Tópico de impacto «Gestão Ambiental responsável e Circularidade»
Disponível em vários idiomas.
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